CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA
     Pode o Espiritismo ser considerado uma revelação?
     Adaptado do Livro “A Gênese”
Conforme o Espiritismo
     Do codificador Allan Kardec.
                  Autor do Curso: Roque Oliveira – Graduado em Teologia.
Curso disponível em:  WWW.BUZEIROS.COM

Apresentado aqui, em forma de curso rápido e prático.

PARTE I

ESPIRITISMO
Caráter da revelação Espírita

ž  Em que se funda a sua autenticidade?
ž  A quem e de que maneira foi ela feita? É a doutrina
ž  espírita uma revelação, no sentido teológico da palavra,
ž  ou por outra, é, no seu todo, o produto do ensino oculto
ž  vindo do Alto? É absoluta ou suscetível de modificações?
ž  Trazendo aos homens a verdade integral, a revelação não
ž  teria por efeito impedi-los de fazer uso das suas faculdades,
ž  pois que lhes pouparia o trabalho da investigação?

REVELAR
ž  Revelar, do latim revelare, cuja raiz, velum, véu, significa
ž  literalmente sair de sob o véu
ž  dar a conhecer uma coisa secreta ou desconhecida.
ž  Em sua acepção vulgar mais genérica, essa palavra se emprega
ž  a respeito de qualquer coisa ignota que é divulgada,
ž  de qualquer idéia nova que nos põe ao corrente do que não
ž  sabíamos.
ž  Deste ponto de vista, todas as ciências que aos fazem
ž  conhecer os mistérios da Natureza são revelações e pode
ž  dizer-se que há para a Humanidade uma revelação incessante.
ž  A Astronomia revelou o mundo astral, que não conhecíamos;
ž  a Geologia revelou a formação da Terra; a Química,
ž  a lei das afinidades; a Fisiologia, as funções do
ž  organismo, etc.; Copérnico, Galileu, Newton, Laplace,
ž  Lavoisier foram reveladores.
ž  A característica essencial de qualquer revelação tem que
ž  ser a verdade.
ž  Toda revelação desmentida por fatos deixa
ž  de o ser, se for atribuída a Deus. Não podendo Deus
ž  mentir, nem se enganar, ela não pode emanar dele: deve
ž  ser considerada produto de uma concepção humana.
ž  Revelar um segredo é tornar conhecido um
ž  fato; se é falso, já não é um fato e, por conseqüência, não
ž  existe revelação.Toda revelação desmentida por fatos deixa
ž  de o ser.
ž  Qual o papel do professor diante dos seus discípulos,
ž  senão o de um revelador? O professor lhes ensina o que
ž  eles não sabem, o que não teriam tempo, nem possibilidade
ž  de descobrir por si mesmos, porque a Ciência é obra
ž  coletiva dos séculos e de uma multidão de homens que trazem,
ž  cada qual, o seu contingente de observações
ž  aproveitáveis àqueles que vêm depois.
ž  Mas, o professor não ensina senão o que aprendeu: é um
ž  revelador de segunda ordem; o homem de gênio ensina o
ž  que descobriu por si mesmo: é o revelador primitivo; traz a
ž  luz que pouco a pouco se vulgariza. Que seria da Humanidade
ž  sem a revelação dos homens de gênio, que aparecem
ž  de tempos a tempos?
ž  Mas, quem são esses homens de gênio?
ž  Notemos
ž  que na sua maioria denotam, ao nascer, faculdades
ž  transcendentes e alguns conhecimentos inatos, que com
ž  pouco trabalho desenvolvem. Pertencem realmente à Humanidade,
ž  pois nascem, vivem e morrem como nós.

Roque Oliveira.

Na próxima parte (II) veremos: “Homens de Gênio” e a “Solicitude de Deus”.


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