SOCIOLOGIA
VIVENDO SOB A
DESIGUALDADE
Buscando Entender
Como é vista no Capítulo VII do Livro “Sociologia”
de Ken Plummer
Roque Santos de Oliveira
Para o Professor Danilo F. Fonseca,
Cientista Social pela PUC-SP e professor adjunto da Faculdade do Oeste do
Paraná, “O Professor Plummer consegue
tornar o conhecimento sociológico acessível a todos aqueles que buscam se iniciar, ou se
aprofundar um pouco mais, nessa complexa e plural área do conhecimento que é a Sociologia”.
Com esse conceito dado ao Professor Plummer
a partir de tão renomada autoridade brasileira no mundo sociológico, e feito logo no início do prefácio do livro "Sociologia", edição para o Brasil, de Ken Plummer, tendo por base o sétimo capítulo dessa excelente obra, passo a
enumerar algumas das observações do autor, sob minha visão amadorista acerca da
Sociologia, buscando facilitar aos leigos como eu, algumas das ideias
distorcidas que temos acerca daquilo que se propõe esta Ciência com relação a busca de um
melhor desenvolvimento da sociedade como um todo. Recomendo sem restrição, a
integral leitura da obra.
No capítulo sétimo do seu livro Sociologia,
capítulo esse intitulado “Vivendo sob a desigualdade”, Ken Plummer nos relata
com bastante ênfase aquilo que ele considera como “O mundo das outras pessoas”.
Para o autor o estudo da sociologia deve procurar retratar a consciência que se
deve ter acerca das enormes diferenças humanas. Plummer afirma que “Os mundos
humanos estão cheios de multiplicidades e de possibilidades”. Parece que o
autor nos quer deixar claro que dessas possibilidades, uma é a existência do
mundo das outras pessoas.
No
que se refere ao mundo das outras pessoas definido no capítulo por Ken Plummer,
é para ele um mundo que não é igual ao nosso mundo ou ao mundo daqueles que
estão mais próximos de nós. Por isto não procuramos compreender esses outros
mundos. Para que procurássemos entender melhor esse outro mundo, precisaríamos
de uma melhor consciência sociológica. Porém, para qualquer direção que
olharmos, diz o autor, “[...] nós podemos ver essas diferenças humanas se
transformando em divergências e conflitos, [...]”. O autor deixa claro em seu
ponto de vista quanto as diferenças que todas as sociedades, humanas ou não, se
caracterizam por padrões de desigualdades. É o que justifica vermos que em
todas as sociedades humanas que conhecemos, sempre existem aqueles que se
encontram em patamares mais altos e aqueles que se encontram nas regiões mais
baixas. Esses últimos formam as massas. É o que o autor chama de história que
pode ser lida como a de bilhões de seres que caminham em silêncio em direção a
seus túmulos, enquanto vivem vidas de sofrimentos indescritíveis.
Ao
tentar provar o quanto se vive sob desigualdades no capítulo citado, Plummer
mostra que as diferenças são usadas como espécies de marcadores morais. A ideia
com isto é tentar provar que algumas pessoas são melhores que outras, segundo o
autor. O valor moral é uma espécie de rótulo que é utilizado como limite que
estabelece o que é saudável e o que é patológico. O que é elite e o que é massa
e o que é casta inferior. O autor acrescenta que, “As fronteiras são arranjadas
hierarquicamente [...]: são inventados os forasteiros, as classes inferiores,
as pessoas perigosas, os marginais, os párias – os bodes expiatórios. Assim,
nos parece claro que o problema da exclusão social é o outro social.
O
autor tenta retratar alguns dos muitos temas ligados à sociologia da desigualdade
social, no capítulo oitavo do seu livro. Ele faz um questionamento que diz
dirigir aos sociólogos, que se refere a qual seria o mapa básico ou a
organização da hierarquia da sociedade, quais seriam os excluídos e os
desvalorizados. Pois para ele, “Grosso modo sempre há alguns poucos no topo e
muitos na parte inferior – com uma boa quantidade no meio”.
Para exemplificar temas ligados à sociologia
da desigualdade o autor fala dos sistemas de castas e diz que é o sistema que
mais claramente retrata a estratificação. Acrescenta que o sistema de castas
tem lugar histórico principalmente na Índia. Outro sistema que Plummer usa é o
de escravidão, que na história, segundo ele, tem sido um grande padrão de
organização social. Afirma que a escravidão tem origem ainda nas sociedades
pré-históricas. No sistema de classe social, principal sistema de
estratificação ocorrido a partir do evento do capitalismo, o autor procura
identificar duas ideias contrastantes sobre este sistema. Um defendido por Marx
onde o autor mostra que esse pensador identifica o sistema como uma questão de
produção; outro defendido por Weber que identificava as classes como estando na
interseção de três dimensões distintas como classe (econômica), status
(prestigio) e poder.
O capítulo tem prosseguimento explorando
inúmeros temas instigantes e cotidianos. Esses temas terão prosseguimento em leituras
futuras. São temas com matérias que poderá nos prender a atenção no decorrer de
todo o ano.
FONTE:
PLUMMER,
Ken. Sociologia, São Paulo-SP: Saraiva, 2010.
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