UM POUCO DE HISTÓRIA CRISTÃ

Algumas considerações acerca da histórica e sofrida trajetória da Igreja Cristã.
                                                                    Roque Santos de Oliveira

 Quais eram as reais condições da Igreja enquanto instituição de fé durante os séculos de perseguição, especialmente ao término, do no ano de 313?
 Qual a relação que se pode estabelecer com a trajetória da Igreja desde sua fundação, até o advento da Reforma Protestante?

  Buscando relativizar através do contexto histórico.
Um dos efeitos produzidos pelas provações por que passaram os cristãos desse período, (período da perseguição) foi uma igreja purificada. As perseguições conservavam afastados todos aqueles que não eram sinceros em sua confissão de fé. Ninguém se unia à igreja para obter lucros ou popularidade. Os fracos e os de coração dobre abandonavam a igreja. Somente aqueles que estavam dispostos a ser fiéis até à morte, se tornavam publicamente seguidores de Cristo. A perseguição cirandou a igreja, separando o joio do trigo (HURBULT, 2002).
  Por essas afirmações extraídas do excelente trabalho encontrado no também excelente livro teológico de Jesse Lyman Hurlbut (História da Igreja Cristã), entendemos muitos dos por quês que motivavam a resistência de a própria Igreja Única (Católica) do Sacro Império Romano-Germânico, ela mesma, não ter promovido a reforma, que poderia ter ocorrido de forma organizada e disciplinada,  tendo-se em vista que a reforma era inevitável.  Assim teria sido evitado o imenso derramamento de sangue acontecido por toda a Europa dos séculos XV e XVI, a partir da Reforma Protestante provocada pela publicação das 95 teses de Martinho Lutero.

  Para uma melhor compreensão do período anterior à reforma, é interessante que se saiba que entre 313, principalmente a partir do Imperador Constantino que decretou o fim da perseguição aos Cristãos, até a passagem da Idade Média para a Idade Moderna, ao que parece, logo que o Cristianismo tornou-se religião oficial do Império, (Católica, o mesmo que única na língua grega), o sentimento de caridade remanescente do período primitivo da Igreja inicial começa a se desvanecer. Principalmente a partir do momento em que a Igreja passa a deter imenso poderio econômico como possuidora de terras e de poder e influência política.

  Ao final da Idade Média, imperadores e reis passam a cobiçar a riqueza da Igreja, que na prática se encontrava dentro dos seus domínios territoriais. Pela possibilidade de em separando o Estado da Igreja, o que só seria possível através de uma reforma religiosa, apoderarem-se das terras da Igreja, bem como da isenção de impostos que essas terras detinham, esses monarcas abraçaram a causa da reforma com facilidade, quando ela aconteceu, Principalmente em França e Alemanha. Lembrando que a essa época não haviam nações unificadas como hoje. Os países eram na verdade, uma imensidão de reinos co-existindo  dentro das fronteiras nacionais. Principalmente na Alemanha, última nação a ser unificada.
  A Igreja possuía imensas quantidades de terras, e em maior quantidade na Alemanha e na França. Assim, pelos motivos que podemos entender, os dirigentes da Igreja Católica jamais faria tal reforma, correndo o risco de perder riqueza e poder político, mesmo diante do crescente descontentamento geral.


  O que é visto na prática é que a Igreja enquanto instituição de fé e disseminadora do Evangelho de Jesus, o Cristo, através dos seus discípulos, em toda a sua rica história como podemos ver, sofreu abusos daqueles a que poderíamos chamar de espertos joios em meio a um sofrido povo comparável ao bom trigo. E isto, desde os tempos que o destino da Igreja foi assumido pelos gregos místicos gnósticos (sabidos), até os dias do papado da Idade Média, onde por dinheiro, Papas ordenavam como Bispos, até mesmo crianças de sete anos de idade.

FONTE:
HURLBUT, Jesse Lyman. História da Igreja Cristã. Semeadores da Palavra, 14a. Impressão. São Paulo 2002.

Comentários

  1. Nunca foia Igreja enquanto mantedora da fé em Cristo, mas sim, aqueles que orbitaram em torno da possibilidade de explorar a fé dos fieis ao Cristo, o grande problema da Igreja.

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