MUSCULAÇÃO NA TERCEIRA IDADE

                                A Importância de manter os músculos e a mente saudáveis


Thierry Alecksander dos Santos Farias
Roque Santos de Oliveira

              Com a chegada da terceira idade, o corpo humano perde massa muscular e também massa óssea pela diminuição dos níveis de cálcio. A perda de massa óssea pode acarretar fraturas que provocam debilitação em pessoas idosas, podendo levar a uma vida limitada. Esta diminuição de massa óssea afeta bem mais as mulheres por conta da pós-menopausa e da falta de estrógeno. No entanto, manter o corpo e a mente saudáveis na terceira idade é possível com o auxílio de exercícios físicos e por meio da interação social.

             É facilmente percebido através de estudos que, com a chegada da terceira idade o corpo passa a perder massa muscular e também massa óssea por conta da falta de cálcio. O que  pode acarretar fraturas que debilita ao idoso  podendo levar a uma vida limitada. Essa perda de massa óssea afeta principalmente as mulheres por conta da pós-menopausa e da falta de estrógeno no corpo, o que ocasiona acidentes fáceis como as quedas que frequentemente ocorre entre idosos. E, é interessante ser dito que a osteoporose é considerada o segundo maior problema de saúde mundial, ficando atrás somente das doenças cardiovasculares.
            A prática de exercícios físicos como a musculação pode minimizar tais problemas entre a população idosa. A musculação vem crescendo e atraindo pessoas de todas as idades com o intuito de prevenir tais ocorrências e de propiciar melhoria na qualidade de vida.

            . No que diz respeito à população  idosa, essa é uma parcela da sociedade que tem crescido expressivamente, o que tem sido comprovado por pesquisas oficiais, demandando um novo olhar de todos sobre eles, inclusive do poder público.
              O censo realizado pelo IBGE em 2000 mostra que o Brasil contava com mais de 14,5 milhões de idosos (IBGE, 2002). Essa população em sua maioria possui baixo nível socioeconômico e educacional e tem uma alta prevalência de doenças crônicas e causadoras de limitações funcionais e de incapacidades (LIMA-COSTA et. al. 2000 apud BATISTA; ARBIGAUS; SIMÃO). Trata-se de um segmento social que vem incorporando outros 650 mil a cada ano, conforme os mesmos autores. Já é a parcela da população que mais cresce no Brasil e no mundo, ultrapassando até mesmo, ao número de crianças (IBGE, 2002).

              O corpo passa a dar maiores sinais de envelhecimento, principalmente, na terceira idade.  Neste momento é notório que biologicamente a velhice se intensifica em todo o corpo. Atividades cognitivas, portanto, serão mais difíceis de serem realizadas. Assim, o envelhecimento é um caminho que não pode ser evitado. Afirmam Alves; Leite; Machado (2008) com relação ao envelhecimento que, “Trata-se de um processo lento e imperceptível, mas inexorável e universal”. 
                  O envelhecimento chega acompanhado de inúmeras limitações. Chacon (FACOPH) destaca que, “Na fase do envelhecimento traz consigo várias transformações, a começar pela diminuição do desempenho físico, fator que logo  é percebido”. A mesma autora segue afirmando que, em consequência o corpo humano em suas articulações, dentre outros aspectos, perde mobilidade e elasticidade.
                   No que diz respeito à redução da massa e da força muscular que decorre do envelhecimento (sarcopenia) estas ocorrências são observadas com facilidade na pessoa idosa. Geralmente acomete mais a membros inferiores e, para Vieira et al. (2015), citando Ferreira, 2003; Ruwer; Rossi; Simon, (2005), tais ocorrências,  “[...] têm sido amplamente associadas ao declínio funcional do indivíduo longevo, levando assim à perda gradual de equilíbrio estático e dinâmico”.
                    Por esta perspectiva, e a partir de uma visão preventiva acerca da perda óssea, Chacon (FACOPH) em suas citações assegura que, “. Segundo Okuma: “A atividade física regular incrementa o pico de massa óssea, ajudando na manutenção da massa óssea existente e diminuindo sua perda associada ao envelhecimento”.
                 São inúmeros os problemas que o envelhecimento pode causar. Dentre eles pode ser destacado a diminuição das atividades físicas. Ocorre, para Araujo et al. (2015), “[...] um decréscimo do nível de atividade física com o aumento da idade cronológica, tornando o sedentarismo um fator de risco, de morbidade e mortalidade durante o processo de envelhecimento”.

                 Dados apontam a existência de dificuldades para a prática de exercício físico na velhice. No entanto, Araujo et al. (2015) asseveram que “[...] as barreiras para a prática de atividade física regular na terceira idade são facilmente superáveis e que estratégias de políticas públicas de saúde podem ser implantadas para superar as faltas de equipamentos, [...]”.
                     Existem políticas públicas no sentido de minimizar problemas que levem ao sedentarismo entre idosos. Afirmam Araujo et al. (2015) que o, “Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI)”. O programa incentiva a prática de atividades físicas visando à população idosa.

                    Dentre os exercícios físicos escolhidos e voltados para a população idosa, pode ser apontada a musculação como uma das mais importantes. Ela vem sendo aprovada há bastante tempo tendo-se por base a sua comprovada eficácia para a qualidade de vida das várias faixas etárias, principalmente no que diz respeito à terceira idade.
               De acordo com Filho; Gonçalves (2017), citando Miranda (2014), Trata-se a musculação de uma atividade física anaeróbica em condições de desenvolver a capacidade músculo esquelética através de exercícios contra a resistência.  Afirmam ainda os mesmos autores (2017) que, “Os diferentes grupos da sociedade podem ser beneficiados com a musculação inclusive os idosos” [...], pois ela se apresenta como uma atividade profilática que visa melhorar a qualidade de vida e oportunizar mais dignidade às pessoas da terceira idade.
              As vantagens dos exercícios físicos para a terceira idade são notórias e comprovadas cientificamente. Lançando mãos de citações de Nadeau e Peronnet (1985), Almeida; Pavan (2010) destacam que, “Os exercícios físicos trazem muitos benefícios na terceira idade, [...]”, levando à manutenção da capacidade funcional.

              A atividade física tem também uma função recreativa. Realizar as atividades físicas com prazer, pelo idoso, significa que o objetivo recreativo foi alcançado. Chacon (FACOPH). Afirma também que, “Para Cavallari e Zacharias, o idoso tem necessidade de se sentir integrado socialmente priorizando a sua participação em vez do resultado obtido na atividade”. Por esta perspectiva fica claro que interação social é algo que se mostra de suma importância para a vida cotidiana dos idosos.

             Além dos inúmeros benefícios que os exercícios físicos trazem para a saúde do idoso, também, a interação que decorre a partir da aproximação que existe entre os membros da terceira idade propicia interação social importante para a manutenção da autoestima deste segmento importante e crescente na sociedade.

SOBRE
Thierry Alecksander dos Santos Farias: Licenciado em Educação Física pela UNOPAR – Universidade do Norte do Paraná.  Bacharelado em Educação Física pelo Centro Universitário Leonardo Da Vince – UNIASSELVI.
Profissional liberal como, Personal Trainer e como professor de Academia de Musculação. 
                    
Roque Santos de Oliveira: Licenciado em Pedagogia e Pós- graduando em Metodologia do Ensino de Língua Inglesa, Pós Graduando em Metodologia do Ensino de Filosofia e de Sociologia pela FAEL – Faculdade Educacional da Lapa. Bacharel em Teologia Bíblica pela FEST – Filemom Escola Superior de Teologia. Convalidado em Teologia pela FAETEL – Faculdade Teológica de Ciências Humanas e Sociais Logos.  Mestre e Doutorando em Teologia Livre pela ETSB – Escola de Teologia Seminário Bíblico.
Sargento da Reserva da Polícia Militar do Estado da Bahia.

REFERÊNCIAS
ARAUJO, Gilmara Marques Rodrigues; ARAUJO, Maria Zélia; SILVA, Josiane Costa e; PEIXOTO, Juliana Berenguer de Souza. Fim do sedentarismo na terceira idade: Algumas considerações. 4º CIEH: Campina Grande, 2015.
Acessado em: 02 dez. 2019.
ALMEIDA, Marco Antonio Bettine;  PAVAN, Barbara. Os benefícios da musculação para a vida social e para o aumento da auto-estima na terceira idade. Revista brasileira de qualidade de vida: Paraná, 2010.
Disponível em: <: HTTPS://periodicos.utfpr.edu.br>rbqv>.ssado>.
Acessado em: 02 dez. 2019.
ALVES, Luciana Correia; LEITE, Iúri da Costa; MACHADO, Carla Jorge. Conceituando e mensurando a incapacidade funcional da população idosa: uma revisão de literatura. Ciência & Saúde Coletiva: Rio de Janeiro, 2008.
Disponível em: <: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=63013416>
Acesso em: 28 nov. 2019.
BAGATINI, Lucas Cardoso; NUNES, Barbara Coelho; VALÉRIO, Mirella Pinto. Projeto musculação na terceira idade: uma proposta de saúde e socialização. VII Congresso sulbrasileiro de ciências do esporte: Criciúma, 8 a 10 de setembro de 2016.
Acessado em: 02 dez. 2019.
BATISTA, Elza Damiane Wolozyn; ARBIGAUS, Lindomar Pozzo; SIMÃO, Tathyane Lucas. Programa para grupos especiais/primeiros socorros. Indaial: Uniasselvi, 2018.
BRASIL. Plano de Ação Internacional para o envelhecimento. Atividade física e saúde. MEC/MS: Brasília, 2003.
Acessado em: 29 nov. 2019.
Acessado em: 26 nov. 2019.
FILHO, Paulo Roberto Pereira; GONÇALVES, Roberto. A importância da musculação na terceira idade. Núcleo do Conhecimento: Edição 3 ano 2, vol. 1, junho de 2017.
Disponível em: < www.nucleodoconhecimento.com.br>.
Acessado em: 16 nov. 2019.
VIEIRA, Sarah Carolina Almeida Luna; GRANJA, Karolyne Soares Barbosa; EXEL, Ana Luiza; CALLES, Ana Carolina do Nascimento. A força muscular associada ao processo de envelhecimento. Caderno de Graduação: Maceió, novembro de 2015.
Acessado em: 30 nov. 2019.








          



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