Hesidiando a Quinta Raça

 

Ó raça de ouro à qual, eu invejo.

Teus homens viviam como deuses em louvor.

A salvo da miséria, da fome e da dor.

Agora  trabalhar a terra é meu privilégio.

 

Não mereci, mesmo, viver a raça de prata

Com seus cem anos em regaço materno.

Ainda que morrendo antes do inverno

D’uma vida de “hýbris” adolescente insensata.

 

A insensatez que restou dos tempos “embronzeados”,

Gerou heróis semideuses, semi mortais.

Com espíritos guerreiros por quais são personificados.

 

Mas, subjugado ao ferro que fere a terra.

De onde se almeja o que ainda não existe.

Vive-se e morre-se, em eterna guerra.

 


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