Ó raça de ouro à qual, eu invejo.
Teus homens viviam como deuses em louvor.
A salvo da miséria, da fome e da dor.
Agora trabalhar a terra é meu privilégio.
Não mereci, mesmo, viver a raça de prata
Com seus cem anos em regaço materno.
Ainda que morrendo antes do inverno
D’uma vida de “hýbris” adolescente insensata.
A insensatez que restou dos tempos “embronzeados”,
Gerou heróis semideuses, semi mortais.
Com espíritos guerreiros por quais são personificados.
Mas, subjugado ao ferro que fere a terra.
De onde se almeja o que ainda não existe.
Vive-se e morre-se, em eterna guerra.
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